Duff Mckagan

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Cinco discos para conhecer: Slash


Superestimado por uns, subestimado por outros. O fato é que Slash se tornou um verdadeiro ícone do Rock não apenas por seus memoráveis solos, mas por sua presença de palco e visual único - cabeleira na cara, cigarrinho na boca, cartola na cabeça e Les Paul nas mãos. Um digno rockstar. Confira abaixo os cinco discos mais recomendados para conhecer seu trabalho.

Guns N' Roses - Appetite For Destruction [1987]

Não é uma mistura recomendada, mas a fusão entre drogas, mau comportamento, Punk e Hard Rock pode gerar um grande álbum. E gerou, simplesmente, o disco de estreia mais vendido da história da música. Lançado em julho de 1987, "Appetite For Destruction" foi uma aposta arriscada. A cena mainstream era totalmente adversa para o álbum, agressivo como é, pois bandas como Bon Jovi, Europe (dentro do Hard Rock), Prince, U2 (fora do Hard Rock) e afins dominavam as paradas musicais. Mas deu certo.

Desde a capa censurada (não exibida nesse post) até as composições ousadas, "Appetite For Destruction" nasceu como um clássico de natureza polêmica. O Guns N' Roses proporciona, nesse registro, 53 minutos de Rock N' Roll pesado, patife, furioso e influente o bastante para mudar o gosto de uma geração posterior de novos roqueiros. Álbum imprescindível para entender a história da música contemporânea, pois esta acabou sendo modificada por tal lançamento.

01. Welcome To The Jungle
02. It's So Easy
03. Nightrain
04. Out Ta Get Me
05. Mr. Brownstone
06. Paradise City
07. My Michelle
08. Think About You
09. Sweet Child O'Mine
10. You're Crazy
11. Anything Goes
12. Rocket Queen

Axl Rose - vocal, sintetizadores em 6, percussão adicional
Slash - guitarra solo e base, violão
Izzy Stradlin - guitarra base, guitarra solo em 8, backing vocals
Duff McKagan - baixo, backing vocals
Steven Adler - bateria, percussão


Slash's Snakepit - It's Five O'Clock Somewhere [1995]

O Guns N' Roses sempre foi pressionado para construir um novo "Appetite For Destruction", mas isso nunca aconteceu. Os posteriores lançamentos mostraram que a força criativa do grupo havia se desmoronado em pouco tempo. Brigas internas desgastaram a relação dos integrantes e, cinco anos depois da saída de Izzy Stradlin, eis que Slash decide abandonar o barco. Mas antes mesmo de sair do Guns, o projeto solo Slash's Snakepit estava formado com os ex-gunners Matt Sorum e Gilby Clarke respectivamete na bateria e na guitarra rítmica, além de Eric Dover nos vocais e Mike Inezno baixo.

O álbum de estreia do conjunto, "It's Five O'Clock Somewhere", foi gravado em apenas duas semanas e lançado em fevereiro de 1995. Aqui,Slash e sua trupe caem de cabeça no Blues Rock, ligados às raízes que compõem o estilo do guitarrista. O disco foi, de fato, pensado para ser o novo "Appetite", pois traz músicas tão inspiradas quanto o icônico clássico. E apesar da banda levar seu nome, todos os integrantes trouxeram colaborações autorais. Pouco tempo depois, o homem da cartola voltou para o Guns, causando o fim do Snakepit. Não durou muito, porque saiu do Guns de novo e retomou o projeto logo depois, com uma nova formação.

01. Neither Can I
02. Dime Store Rock
03. Beggars & Hangers-On
04. Good to Be Alive
05. What Do You Want To Be
06. Monkey Chow
07. Soma City Ward
08. Jizz Da Pit (instrumental)
09. Lower
10. Take It Away
11. Doin' Fine
12. Be The Ball
13. I Hate Everybody (But You)
14. Back And Forth Again

Eric Dover - vocal
Slash - guitarra
Gilby Clarke - guitarra
Mike Inez - baixo
Matt Sorum - bateria

Músicos adicionais:
Dizzy Reed - teclados
Teddy Andreadis - gaita
Paulinho da Costa - percussão


Guns N' Roses - Live Era: '87-'93 [1999]

Alguns podem questionar a escolha de trazer "Live Era" ao invés de "Use Your Illusion", mas o espaço para comentar da força do Guns N' Roses ao vivo é completamente válida. Este disco duplo ao vivo, lançado em 1999, quando a banda já era outra, traz algumas ótimas performances do conjunto, que realmente se diferenciava em suas apresentações.

"Live Era" peca por enfatizar na turnê de "Use Your Illusion", sobretudo pela ausência de Izzy Stradlin em certa parte desta. Mas o repertório é bem construído com clássicos e ótimas canções, havendo espaço até para inserções inesperadas como o cover It's Alright e as "lado b" Move To The City e Out Ta Get Me. Toda a banda faz um grande trabalho (mesmo com os notáveis overdubs na voz de Axl Rose), todavia considero impossível deixar de prestar atenção nos solos de Slash, que soam ainda melhores ao vivo.

CD 1:
01. Nightrain - Las Vegas, USA; January 25, 1992
02. Mr. Brownstone - London, UK; August 31, 1991
03. It's So Easy - Paris, France; June 6, 1992
04. Welcome To The Jungle - Buenos Aires, Argentina; 1992
05. Dust N' Bones - New York City, USA; May 16, 1991
06. My Michelle - London, UK; August 31, 1991
07. You're Crazy - Tokyo, Japan; December 10, 1988
08. Used To Love Her - Tokyo, Japan; December 10, 1988
09. Patience - Mexico City, Mexico; 1993
10. It's Alright (Black Sabbath cover) - Houston, USA; September 4, 1992
11. November Rain - Tokyo, Japan; February 22, 1992

CD 2:
01. Out Ta Get Me - London, UK; June 28, 1987
02. Pretty Tied Up - Tokyo, Japan; February 22, 1992
03. Yesterdays - Las Vegas, USA; January 25, 1992
04. Move to the City - Tokyo, Japan; February 22, 1992
05. You Could Be Mine - Tokyo, Japan; February 22, 1992
06. Rocket Queen - Las Vegas, USA; January 25, 1992
07. Sweet Child o' Mine - Paris, France; June 6, 1992
08. Knockin' on Heaven's Door - London, UK; April 20, 1992
09. Don't Cry - Tokyo, Japan; February 22, 1992
10. Estranged - Tokyo, Japan; February 22, 1992
11. Paradise City - Las Vegas, USA; January 25, 1992


Velvet Revolver - Contraband [2004]

Slash permaneceu anos sem uma grande aparição na mídia, até que oVelvet Revolver, oficializado em 2003, colocou-o sob os holofotes novamente. O supergrupo, que está atualmente na geladeira, contava comScott Weiland (ex-Stone Temple Pilots) nos vocais, Dave Kushner (ex-Wasted) e o próprio nas guitarras, Duff McKagan no baixo e Matt Sorumnas baquetas. O debut "Contraband" chegou às prateleiras em junho de 2004 e tanto crítica quanto público aclamaram o lançamento.

Não é pra menos: o quinteto apresentou musicalidade incrível, com uma incrível fusão entre Hard Rock e Punk sem soar Sleaze ou modernoso demais. O Rock n' Roll descompromissado e pesado do Velvet Revolverprovidenciou canções repletas de energia e fúria, no estilo clássico doGuns N' Roses mas com uma voz grave e diferente. Ainda havia química entre os ex-gunners e esta foi devidamente complementada por Weiland e Kushner. O projeto não durou muito e hoje está na geladeira após os excessos do vocalista, que também quis voltar para a sua antiga banda.

01. Sucker Train Blues
02. Do It For The Kids
03. Big Machine
04. Illegal I Song
05. Spectacle
06. Fall To Pieces
07. Headspace
08. Superhuman
09. Set Me Free
10. You Got No Right
11. Slither
12. Dirty Little Thing
13. Loving The Alien
14. Bodies (Live Bonustrack)

Scott Weiland - vocal
Slash - guitarra solo
Dave Kushner - guitarra base, backing vocals
Duff McKagan - baixo, backing vocals
Matt Sorum - bateria, percussão

Músico adicional:
Douglas Grean - teclados em 1, 6 e 10


Slash - Slash [2010]

A espera foi longa, mas depois de muito tempo, Slash lançou um aguardadíssimo álbum solo, auto-intitulado, no começo de 2010. Num bom golpe de marketing, o guitarrista convidou músicos de diferentes gêneros musicais para participar do registro, e nenhuma faixa teve o mesmo vocalista da outra - com exceção de Back From Cali e Starlight, cantadas pelo sensacional Myles Kennedy (Alter Bridge).

O marketing dos vários vocalistas deu certo pois o álbum teve grande repercussão e uma grande turnê seguiu o lançamento. Isso permitiu que o álbum não ficasse linear e, em certos pontos, é algo negativo pois algumas faixas são realmente dispensáveis. Mas a grande maioria das canções são maravilhosas e algumas, como Back From Cali, By The Sword e Dr. Alibimostram que o guitarrista da cartola não pode parar, já que ainda consegue fazer o bom e velho Rock N' Roll.

01. Ghost (feat. Ian Astbury & Izzy Stradlin)
02. Crucify The Dead (feat. Ozzy Osbourne)
03. Beautiful Dangerous (feat. Fergie)
04. Back From Cali (feat. Myles Kennedy)
05. Promise (feat. Chris Cornell)
06. By The Sword (feat. Andrew Stockdale)
07. Gotten (feat. Adam Levine)
08. Doctor Alibi (feat. Lemmy Kilmister)
09. Watch This (feat. Duff McKagan & Dave Grohl)
10. I Hold On (feat. Kid Rock)
11. Nothing To Say (feat. M. Shadows)
12. Starlight (feat. Myles Kennedy)
13. Saint Is A Sinner Too (feat. Rocco DeLuca)
14. We're All Gonna Die (feat. Iggy Pop)

Vocalistas indicados acima
Slash - guitarra, violão
Chris Chaney - baixo (exceto faixas 8 e 9)
Josh Freese - bateria (exceto faixas 8, 9 e 12), percussão em 13
Lenny Castro - percussão

Músicos adicionais:
Taylor Hawkins - backing vocals em 2
Kevin Churko - backing vocals em 2
Joe Sandt - harpa em 5
Deron Johnson - órgão em 7
Anton Patzner - violino e viola em 7
Steve Ferrone - bateria em 12

Fonte Original Desta Matéria: Van do Halen

Izzy Stradlin era o coração do Guns N' Roses - entrevista com Alan Niven PT.2

Dando sequência e finalizando nossa tradução para a entrevista de Mitch Laffon da revista canadense BRAVE WORDS & BLOODY KNUCKLES com o primeiro empresário do GUNS N’ ROSES, Alan Niven [primeira parte publicada no ultimo dia 30 de maio], o LOKAOStraz a segunda– e mais reveladora- parte do verdadeiro interrogatório ao qual Mitch submeteu Niven.

BraveWords.com: Você tem falado com ele?

Alan Niven: Não, a última vez que falei com ele foi provavelmente quarto anos atrás.

BraveWords.com: A razão pela qual eu pergunto é que eu tenho a impressão de que ele está querendo contato com todas as pessoas inicialmente envolvidas com o Guns N’ Roses e meio que querendo fechar as chagas.
Alan Niven: Eu não acho que Steven queira fechar as chagas. Eu acho que Steven quer sua juventude de volta. Eu acho que Steven quer a mágica daquele momento e a que aquele momento do ápice seja recreado, o que claro, absolutamente não vai acontecer. Todo mundo está mais velho e mudou de vida e mesmo no extraordinariamente improvável evento da banda de fato fazer uma reunião – seria diferente. Você não pode reviver o passado e você deveria, pelo menos numa empreitada artística, ter um pé no presente. Se o GUNS N’ ROSES se reunisse, eu pessoalmente esperaria que fosse algo substanciado por criatividade válida e nova no estúdio com um novo disco e que não fosse algo pra viver de memórias.


BraveWords.com: No improvável caso deles se reunirem de fato – se eles te ligassem e dissesse ‘Hey Alan, você nos ajudou no começo. Você pode nos ajudar de novo?’ Você consideraria isso ou seria simplesmente ‘não’?

Alan Niven: Eu só consideraria isso depois de conversas muito longas com Axl Rose. Giraria totalmente em torno disso e eu não sei se leopardos perdem suas manchas. Há mais na vida do que dinheiro e eu odiaria pensar que eu estava fazendo algo simplesmente por um troco e não pelo espírito, senso de aventura e não pela diversão. Se fosse algo de maldade e sem diversão, eu não iria querer fazer parte disso.

BraveWords.com: Depois que a banda demitiu você, você foi e trabalhou com Izzy, Slash e eventualmente ‘o projeto’ [que mais tarde viria a ser o VELVET REVOLVER].

Alan Niven: Deixe-me esclarecer o que rolou com ‘o projeto’. Eu vim para Los Angeles com minha filha e jantamos com Slash e Duff. Duff me olhou do outro lado da mesa e disse ‘O que você acha, Niv?’ Eu fiquei muito lisonjeado por ser solicitado, mas me parecia que não era uma boa ideia. Eu não curti o prospecto de todo mundo, menos Axl estar envolvido. Eu acho que isso acabaria numa banda injusta e expectativas não-razoáveis para todo mundo, então foi algo com o qual eu me senti muito muito nervoso.
Bravewords.com: É por isso que, no fim das contas, você acha que o Velvet Revolver falhou [porque todo mundo esperava que a banda fosse o Guns N’ Roses]?
Alan Niven: Eu não acho que você possa chamar o Velvet Revolver de um complete fracasso.


BraveWords.com: Mas eles de fato falharam…

Alan Niven: Sim, mas eles tiveram um disco em número #1 e venderam mais de um milhão de cópias e isso é respeitável. Era melhor que o SLASH’S SNAKEPIT, por exemplo. Eu acho que a fraqueza no Velvet Revolver era o material e a composição. Sob esse aspecto, eu fiquei muito nervoso sobre Scott Weiland também. Eu não tenho certeza sobre o que ele tem para contribuir como compositor…


BraveWords.com: Essa escolha pra vocalista te deixou em alerta? Você sai de Axl Rose que é um cantor problemático para um cara com um notório vício em heroína que abandonou sua banda. Fazia sentido pra você?



Alan Niven: Eu achei que era um compromisso infeliz pra se assumir. Eu senti que havia um aspecto de marketing por detrás da idéia que poderia ter funcionado, mas você tem que olhar pros caras como indivíduos e quando um deles está chegando chapado pro ensaio com uma ‘babá’ é bem óbvio que eles ainda estão usando drogas. Essa é outra razão pela qual eu fiquei muito pouco animado com a idéia de Velvet Revolver. A outra coisa foi… que o coração da alma do Guns N’ Roses era o Izzy e muitas daquelas canções funcionam bem por causa de sua inteligência musical e seu sentimento. Ele tem uma bela sensibilidade rock n’ roll que informava e influenciava a composição de todo mundo e sem Izzy estar envolvido no Velvet Revolver eu não tinha certeza de onde aquilo iria. Eu serei franco, eu acho que Slash é um dos maiores guitarristas que já viveu. Eu amo a alma dele. Eu amo a seleção de notas dele. Eu amo o jeito que ele toca – mas ele não é um grande compositor. Duff não vai curtir que eu diga isso, mas por si próprio, Duff não é um grande compositor – brilhante pra linhas de baixo e estruturas de bateria mas não um grande compositor. Você só tem que olhar pro primeiro disco solo dele pra notar isso. O GUNS N’ ROSES era um coletivo fabuloso e uma química que funcionava e qualquer organização de sucesso pode ser observada com a analogia da molécula. Você pode pegar a menor parte de uma molécula e aquela molécula irá se despedaçar e isso é o Guns N’ Roses.

BraveWords.com: Você escutou o Chinese Democracy?
Alan Niven: Uma das pessoas que me procurou nos últimos anos é um grande fã de Guns N’ Roses que vive na Austrália e que parece ter uma vida normal respeitável, além de ser um fã do Guns N’ Roses, mas ao longo Dops anos eu o achei interessante e cativante. Ele foi extraordinariamente eficaz ao me copiar todas as faixas que vazaram na net. Eu já conhecia o Chinese Democracy muito tempo antes de o disco sair. Tinha tanta coisa por aí. Não era como o Chinese Democracy que foi lançado e naquele dia eu tive a oportunidade de decidir se eu ia sentar e avaliá-lo inteiro. Eu estava completamente ciente de seu conteúdo antes do lançamento. Isso responde à sua pergunta ou isso nos leva à segunda parte da pergunta – o que eu achei do disco?
BraveWords.com? Bem, sim. É ‘permitido’ a você dizer?
Alan Niven: Eu achei que era bem complexo e difícil de digerir, mas era bem Axl.
BraveWords.com: pra mim era mais uma questão daquilo ser o que eu esperei por quatorze anos. Aquelas músicas poderiam ter sido construídas em seis meses.
Alan Niven: Eis o que eu arrisco a dizer sobre Chinese Democracy: Axl fez dois grandes erros. Um foi lançar o disco e o outro foi Irving Azoff.
BraveWords.com: Irving Azoff? Mesmo? Por quê?


Alan Niven: Se eu estivesse numa posição responsável por aconselhar Axl, eu teria feito tudo a meu alcance para fazer com que Chinese Democracy fosse algo que as pessoas sempre falassem a respeito e imaginassem, mas que nunca ouvissem, que nunca fosse lançado. As gravações demoraram tanto que não havia maneira alguma que o disco que ele estava fazendo fosse atender às suas expectativas. Mo minuto que ele foi lançado, Mitch, ele se tornou apenas mais um disco. Antes de seu lançamento ele era um mito. Era fascinante. As pessoas falavam nele. As pessoas queriam ouví-lo. O terceiro erro foi que ele deveria ter se certificado de que todas suas fitas e discos estivessem sob seu controle e bem trancados, de modo que não houvesse nenhum vazamento. Daí ele poderia ter lançado uma faixa ocasionalmente e ele poderia ter trabalhado nelas ‘ao vivo’ por mais dez anos. Isso teria sido mais misterioso, mais cativante, mais fascinante…

I
BraveWords.com: Já disseram que ‘a espera por Papai Noel é melhor do que o presente’. É o caso de Chinese Democracy…
Alan Niven: Eu discordaria. O ‘presente de Papai Noel’ da minha esposa foi muito mais do que eu poderia ter previsto.
BraveWords.com: O [jornal canadense] The Toronto Star me entrevistou sobre Chinese Democracy no lançamento e minha declaração foi que o mito Chinese Democracy sempre seria maior do que o álbum em si.

Alan Niven: Com certeza e se Axl tivesse saído e excursionado quando ele precisava, ele poderia ter tocado algumas faixas dele ao vivo. Haveria um processo pra ele…o imediatismo da apresentação ao vivo realmente afia uma declaração musical e lançar o disco inteiro foi um erro. Eu acho que o lançamento foi feito puramente por razões financeiras. E Irving queria que o disco saísse do caminho porque ele queria a reunião. Eu duvido que ele estivesse motivado a torná-lo um sucesso. Ele essencialmente foi pago pelo lançamento do disco, não por seu desempenho subsequente a isso e o acordo com a Best Buy foi estabelecido desse modo. A parceria com a Best Buy afunilou o alcance de Mercado – o Wal Mart teria sido uma escolha melhor para um contrato de exclusividade- eles têm um alcance maior nos mercados secundários e terciários – mas o melhor de tudo é que eles deixariam que todo mundo o vendesse. Nota-se que o acordo foi desenhado para maximizar a manobra imediata – pegar aquilo e correr pro próximo ponto do planejamento – uma reunião. Eu não acho que Irving jamais tenha entendido a improbabilidade de uma reunião jamais acontecer e o quão profundos são os sentimentos em relação a isso.



BraveWords.com: Irving tem sempre sido aquele cara que faz as coisas acontecerem, que faz reuniões acontecerem. Você acha que houve uma arrogância no fato dele achar que conseguiria fazer uma reunião do Guns N’ Roses acontecer?

Alan Niven: Eu não poderia dizer se Irving pode ser considerado arrogante ou não, mas eu suspeito que o nome do meio dele seja Napoleão.
BraveWords.com: Olhando pro passado, você tem mais orgulho de seu envolvimento com o GUNS N’ ROSES ou com o GREAT WHITE?
Alan Niven: É uma gama de emoções incrivelmente complexa que eu tenho em relação às duas coisas. Elas são profundas e pessoais, mas no fim das contas você julga uma banda por sua música. Eu acho que ambas… obviamente, com ‘Appetite’, que é o maior disco de estréia da história do rock…dezessete milhões de cópias só nos EUA. Os números falam por si.
BraveWords.com: Quando você estava no estúdio trabalhando naquelas canções – você pensava ‘wow, temos um produto de dezessete milhões em nossas mãos’ ou você pensava ‘bem, temos algumas músicas boas e com esperança nos sairemos melhor no segundo disco’?
Alan Niven: Eu te digo o que eu achava e lembre-se de que com o Great White eu era co-autor e produtor. Se você tivesse me dito, Mitch, que você estaria ouvindo ‘Rock Me’ na radio vinte anos depois, eu teria dito que queria fumar a mesma coisa que você estivesse fumando, Mitch. Naquele momento, eu estou completamente focado na música que está sendo gravada, o desempenho e investido no momento e não olhando pro futuro porque você jamais pode especular quem vai ser o seu público e por quanto tempo eles estarão lá e o quão fundo você vai tocar o coração dessas pessoas. Você tem que se concentrar em ‘está canção está me comovendo’, ‘ela tem vitalidade’, ‘ela tem presença’, ‘esse solo de guitarra me pira’… essa é a única maneira que você pode criar as coisas que vão sobreviver ao tempo. Então não, eu não vislumbrei que aquelas canções estariam no radio hoje em dia. Eu as ouço a semana toda. As estações de Classic Rock as tocam o tempo todo. Com o GUNS N’ ROSES, eu estava plenamente a par de onde eu estava entrando. Tom Zutaut me pediu em três ocasiões distintas que eu fosse falar com a banda e eu recusei duas vezes. Eu tinha feito alguma pesquisa sobre eles e minha postura em relação a Tom era ‘boa sorte’. Você tem um desastre na sua mão com essa galera’ e daí ele veio até mim e disse, ‘Alan, eu tenho um desastre na minha mão. Eddie Rosenblatt está ameaçando cancelar o contrato da banda e vou perder meu emprego. Eu dei minha cara a tapa e isso vai ser o fim da minha carreira. Por favor, veja se pode me ajudar.” Eu sabia que eu estava assumindo algo que seria muito difícil. O que eu não sabia era que Eddie Rosenthal tinha dado um ultimato de três meses a Tom Zutaut para reverter a situação ou a banda seria demitida. Tom não me disse isso e minha opinião quando o disco ficou pronto era que não tocaria muito na rádio porque eles eram crus demais pro que estava rolando na época. Não foi muito antes daquilo que o Great White tinha sido considerado vanguarda e aqui está o Guns N’ Roses. Eu achava que se eu pudesse manter um ambiente minimamente profissional em volta da banda… se eu pudesse mantê-los excursionando por tempo suficiente promovendo o primeiro disco e eu achava que haveria uma pequena chance de que eles pudessem ganhar o disco de ouro por 500 mil cópias vendidas. E isso será um baita dum ‘talvez’ pra mim. Quando saímos na primeira turnê excursionando com o THE CULT, aqueles que conheciam a banda todos achavam que a banda não duraria dez dias na Estrada e que iriam voltar pra perto de seus traficantes de novo. Essa era a percepção que todo mundo tinha do GUNS N’ ROSES na época e eles tinham feito por merecer aquela percepção. Se eu achava que seria um álbum famoso? Nunca passou pela minha cabeça. Eu achei que eles seriam um trabalho difícil e só através de trabalho duro conseguiríamos andar pra frente e tirá-los de uma condição quase underground e lentamente desenvolvê-los. No mais, eu ficava de olho em como o METALLICA estava crescendo e pensei ‘hmmm, se eu puder manter essa coisa rolando…talvez tenhamos sorte. Podemos chegar a ouro com esse primeiro disco e seguir daí em diante. Eu não tinha ideia de que ia explodir como explodiu em 1988.

BraveWords.com: Quando você ouviu o produto final, você pensou, ‘essas são todas ótimas canções’ ou foi o caso de termos três canções boas e vamos ver o que rola?
Alan Niven: Eu achava que tínhamos um disco muito bom e consistente. Eu amo zoar as pessoas quando eu as vejo discutindo sobre o GUNS N’ ROSES; eu murmuro de leve, mas alto o suficiente pra que todos ouçam, ‘é um disco superestimado’.


BraveWords.com: O que você diz faz sentido. O álbum é mais mito a essa altura e deixe que eu lhe conte sobre minha experiência com o Appetite. Eu li na seção ‘Rock on the Rise’ da Metal Edge que o Guns N’ Roses seria a banda que definiria os anos 90. Então, eu comprei o disco e o odiei. Eu achei que era barulho, mas algum tempo depois, ‘Sweet Child O’ Mine’ teve seu clipe lançado e daí eu vi a banda abrindo pro AEROSMITH em Saratoga Springs, NY. A banda tornou-se ubíqua e de algum modo me cativou e eu me viciei. Agora, eu acho que o disco é um clássico absoluto, mas houve um tempo que eu achava que tinha desperdiçado meu dinheiro e que era horrível. Eu achava que o vocalista era ‘uma merda’ e que as canções eram mal-escritas e que não eram nem um pouco boas…

Alan Niven: Mitch, não se sinta mal por isso porque a maioria da indústria e das rádios concordavam. A maioria da indústria e especialmente do pessoal das rádios concordava com você. Olhe praquela época e lembre-se como aquele disco cru e intenso foi armando-se em seu círculo de amizades naquela época. Você tem o Aerosmith fazendo um som água-com-açúcar para John Kalodner. Eu amo o Aerosmith, mas depois dos três ou quatro discos eles meio que se perderam… bem, você sabe, pra mim o Aerosmith é aquilo.
BraveWords.com: Eu sou um pouco mais bondoso. Eu curto Aerosmith até 1985 e o disco Done With Mirrors e daí pra frente foi bem… nada bom.
Alan Niven: Até o ‘Rocks’ é tudo bom, no meu gosto. Eu acho que John Kalodner estava pressionando a banda pra fazer som água-com-açúcar. Você tinha o Whitesnake na parada. Você tinha o Journey na parada.
Kalodner com o Aerosmith no Estúdio
BraveWords.com: Bon Jovi, Def Leppard, Poison… Kalodner realmente pegou o Aerosmith no ponto mais baixo da carreira deles e decidiu talhá-los em uma bandinha pop pra MTV ou eles podiam voltar a dormir em bancos de praça.
Alan Niven: Exatamente. Eu tenho certeza que você já ouviu a história sobre John entrar no estúdio e ouvir ao que eles estavam gravando e dizer, ‘ah isso parece com o ROLLING STONES. Tá uma merda. Eu vou fazê-los regravar tudo.’
Tyler e Kalodner
Bravewords.com: Eu tive a chance de ouvir algumas demos não-lançadas comercialmente das sessões de Permanent Vacation e há muitas canções que parecem com os STONES ou ainda melhor, com o Aerosmith clássico, mas ao invés disso ficamos com ‘Dude Looks Like a Lady’ e ‘Angel’. Faz você pensar porque elas não foram lançadas e daí você percebe que pra John, é porque essas canções não soavam como o BON JOVI. Tendo dito isso, ‘Permanent Vacation’ é o ultimo disco ‘escutável’ deles, tudo depois dele é terrível.
Alan Niven: “Love In An Elevator’ – ah, dá um tempo.
BraveWords: Eu prefiro essa à ‘Pink’ e ‘Jaded’ sempre.
Alan Niven: Deixe que eu esclareça algumas coisas. Aquela foi uma tremenda duma turnê e eu estou eternamente em débito de gratidão pela hospitalidade deles naquela turnê e eu realmente curti minha interação com os membros da banda naquela turnê. Eles foram realmente legais. Eles todos estavam tentando ficar sóbrios e a GEFFEN tinha espremido o GUNS N ROSES na abertura. Essa era a única turnê que o GNR poderia participar que eles já não tivessem fudido ou comprometido. Voltando à sua questão, ‘Appetite’ era um disco de som muito cru praquele momento. E isso foi de propósito. Uma de minhas responsabilidades era deixar a banda ser a banda e protegê-los da armação de John Kalodner e David Geffen e deixar que ele fossem quem eles eram. Uma das razões pelas quais Duff decidiu que eu serviria pra empresário era porque eu tinha um single de prata do SEX PISTOLS na minha parede de quando eu estava trabalhando na Virgin. Uma coisa que Mike Clink fez com brilhantismo foi gravar a banda como ela era.
BraveWords.com: Esse é o problema com Chinese Democracy. Meteram Pro-Tools demais…
Alan Niven: O Pro Tools é o demônio e com Chinese Democracy há tantos canais de guitarra e guitarristas no disco que é meu entendimento que as pessoas que tocaram no disco não estão de fato certas sobre quem tocou o quê. Eu sempre vivi pela regra de não ler o que a imprensa diz de você, mas eu li uma resenha dum disco do Great White que eu lembro que dizia que ‘esse disco de estúdio da banda é mais ao vivo do que o disco ao vivo de algumas bandas’. E minha reação a isso foi ‘Yes! È disso que estou falando.’



BraveWords.com: O que me lembra – o disco ‘Live Like a Suicide’ do Guns N’ Roses não foi gravado ao vivo. É um disco de estúdio com o barulho de plateia mixado a ele, certo?


Alan Niven: Absolutamente, foi gravado no Pasha. Eu o mixei com Hans Peter Huber.
BraveWords.com: É hilário saber que Axl está fazendo toda essa interação com a platéia no disco, mas ele estava num aquário no centro de Los Angeles.
Alan Niven: É hilário e há um detalhe ainda mais interessante pra isso. Eu tinha feito um EP independente com o Great White, que foi a plataforma pra que eles conseguissem seu primeiro contrario. Eu fiz um disco independente inteiro com eles, Shot In The Dark. O primeiro disco do Berlin foi independente. O primeiro disco do MOTLEY CRUE foi feito de maneira independente…eu tinha aprendido a lição e a proposta de fazer um lançamento independente para conseguir uma plataforma para seu primeiro lançamento num selo grande, então com o ‘Live Like a Suicide’ nós o lançamos como se fosse um disco independente e havia 26 mil cópias prendadas dele. Eu disse a Eddie Rosenblatt que não poderia haver nenhuma indicação da Geffen Records nem da Warner no disco. Tem que parecer um lançamento completamente independente. Mas não era – a banda já era contratada da Geffen. E ainda assim eu lancei meu ‘disco independente’ do Guns N’ Roses e ninguém pareceu perceber.
BraveWords.com: É um cambalacho total [risos]…
Alan Niven: Sim, um cambalacho total. Eu curto aquelas músicas. Tem umas performances muito boas nelas, mas é um completo cambalacho do rock n’ roll!
Bravewords.com: Pergunta final – você tem raiva de Axl Rose ou Jack Russel?
Alan Niven: Houve um tempo, não faz muito, que eu teria alegremente enchido Jack de porrada. Hoje em dia, eu estou realmente, realmente preocupado com a saúde dele e estou preocupado com o estado de saúde dele. Com Axl, estou simplesmente decepcionado. Não surpreso, apenas decepcionado. Ele parece ter ficado preso numa cápsula do tempo. Parece que a inspiração dele ainda depende de raiva e confrontação e que ele ainda está falando dos gambés, os organizadores de shows, os empresários e todo mundo está arruinando a vida dele. Eu teria gostado de vê-lo desenvolver-se. Quando ele gravou Civil War, eu achei que ele ia se tornar o porta-voz do rock, mas ao invés disso ele se tornou o bobo da corte.
BraveWords.com: Pelo menos ele ainda está no palácio…
Alan Niven: Ele ainda está no palácio e o palácio é ele e todo mundo tem que se curvar em um joelho lá dentro.
Author: Nacho Belgrande
Fonte Original Desta Matéria: Lokaos Rock Show

Mais detalhes sobre acidente de Bumblefoot


O guitarrista do GUNS N 'ROSES Ron "Bumblefoot" Thal está se recuperando de pequenas lesões que sofreu num acidente automobilistico que envolveu quatro carros. Thal estava dirigindo seu Toyota prata na terça-feira do dia 31 de maio, quando um outro veículo em alta velocidade se chocou contra seu carro. Ele escreveu no Twitter, "Meu carro foi destruído. Dois outros carros bateram em mim." Ele acrescentou: "Isso foi o suficiente para um tweet, significa que eu ainda estou vivo".
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Thal postou uma foto do seu veículo destruído no Twitter e elogiou a Toyota pelo ótimo "cinto de segurança funcional, air bags e zona de deformação", que foram os responsáveis por sua segurança.
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Mais tarde, ele postou outra mensagem que dizia: "Eu passei 24 horas lidando com o seguro do carro, e com as pessoas envolvidas na colisão...
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Retirado de The General Online

Duff McKagan exaltando a genialidade de Prince

 Em seu blog no Seattle Weekly, Duff McKagan exaltou Prince e o show que recentemente assistiu dele. Confira um resumo das impressões do músico.

Estava me preparando para sair em turnê semana passada. É sempre estressante organizar tudo. Além disso, tinha que ir até Nova York para resolver negócios sobre meu livro. Detesto deixar minha família. E parece que tudo em minha casa está precisando de consertos. Meu carro morreu, minhas costas doem e não consigo achar um cinto que se adapte corretamente a mim. Meus pés estavam começando a escorregar.

Queria fazer algo com minha esposa Susan e minhas filhas na noite antes de embarcar para a Europa. Queria ver Prince tocar no The Forum. Então decidi juntar as duas coisas e fomos assisti-lo como uma família. Minhas garotas nem faziam idéia de quem ele era, acho que só foram por saber que era a minha última noite antes de viajar e eu queria fazer isso. Falei para a mais velha, Grace, que ela iria assistir o melhor cantor do planeta. Disse para Mae que ele era mágico, o que penso que a intrigou.


Então, lá fomos nós. As luzes se apagaram e soaram os primeiros acordes de “Little Red Corvette”. De repente me senti em um espaço diferente. Todas as coisas que me perturbavam evaporaram repentinamente. Prince tocou todos os hits, incendiou minha alma. Era como uma igreja, algo religioso.


Não tenho certeza como esse cara faz isso, mas se torna um melhor performer, cantor e guitarrista a cada dia. Se ele está mesmo envelhecendo, é difícil apontar os sinais. Como disse à minha filha Mae, acho que há certa mágica trabalhando a favor. Prince é genialidade pura. Fui modificado e foi bom demais.


Retirado de Van do Halen

Steven Adler: Pega, Ladrão!!!

 
O texto abaixo foi retirado e traduzido do site Here  Today Gone To Hell [dedicado ao GUNS N’ ROSES] no dia 2 de Maio de 2011:

Steven Adler é bem conhecido por seus anos de mimimi sobre como ele foi chutado do GUNS N’ ROSES. Como todas as pessoas que ele pensava que eram suas amigas deram as costas pra ele, e como os empresários e os caras em sua banda, seus ‘irmãos’ o forçaram a abrir mão de seus direitos sobre a banda. Essas afirmações se tornam ainda mais de mau gosto quando esse tipo de injustiça é justamente o que ele me fez. E eu nunca teria acreditado nisso. Fui eu quem escreveu o livro dele, “My Appetite for Destruction”, que depois foi lançado como “No Bed of Roses”, em 2003.

Eu era um grande fã do GNR quando encontrei com Steven. Meu hobby era colecionar memorabilia do GNR. Depois de termos nos tornado amigos, eu fundei o “Official Steven Adler Fansite” e o administrei, com meu tempo e dinheiro, por dez anos. Por mais incrível que pareça, como o único ‘fã’ de verdade entre o pessoal do Adler, eu era o único ciente do quão famoso Adler na verdade não era. Quando ele me pedia pra fazer coisas ultrajantes como colocar suas unhas cortadas no Ebay ou vender DVDs assinados a 100 dólares cada, eu me recusava. Não é pouca satisfação que obtenho quando vejo o feedback negativo que Adler recebe atualmente sobre como sua presença na web é gerenciada, particularmente quando ele estava vendendo “Fan Experience Packages” [almoço com Steven US$ 7500!?].

Durante minha odisseia, eu vi mais de meia dúzia de equipes de empresários e os novos web sites virem e irem. O ultimo grupo de pessoas com as quais eu trabalhei tinha de fato uma gana por poder. Dentre ele, um em particular, eu conhecia já há meses quando os negócios do livro estavam engrenando. Eu recebi um email dela com um anexo, afirmando algo do tipo, “Eis seu contrato para o livro, quando você pode vir e assiná-lo?” Isso foi uma surpresa, eu nunca tinha dado nenhuma pista de que ela estava envolvida com as negociações de nosso livro. Na verdade, eu fiquei ainda mais atônito em ver quantas pessoas estavam com o olho gordo pra cima do livro – e de que elas pretendiam me pagar depois de cada comissão dos recém-chegados! Nem preciso dizer que, o contrato não me dava direito algum e eu me recusei a assiná-lo.
Eu tinha assinado inicialmente em 2002. O contrato era com a mãe de Steven, Deanna, por uma taxa de 10 mil dólares mediante a publicação. Em 2003, eu renegociei, e assinei um contrato de 10% de toda a receita do livro ‘recebida por Adler’ mais o crédito ‘escrito por Steven Adler com Brooke Ellis’. Foi idéia de Deanna achar um editor para combinar seu próprio compêndio de memórias com o livro de Steven. Alguns anos se passaram e ela não conseguiu fechar um acordo [eu preciso dizer que não tenho nada conta Deanna Adler, e eu sinto muito por mencioná-la aqui].

Em 2007, eu fui solicitado pelo irmão de Steven, Jamie, para assinar uma Concessão de Autoria, a qual me intitulava a apenas minha cota de 10%. Eu me recusei e ouvi, “É isso ou nada. Se você contestar isso nós lutaremos contra você com força, e você vai perder, etc…” Eu não tinha dinheiro algum pra advogados! Depois me disseram que o autor Larry Spagnola ia fundir as histórias de Steven e Deanna numa só. Eu respeitei o tamanho da tarefa que seria isso. Eles tentaram me acalmar com a certificação de que eu teria um agradecimento especial no livro, completo com uma foto. Eu assinei, de maneira relutante, sob coesão e sem aconselhamento. Enquanto isso, Deanna tinha falsificado a assinatura de Steven no tal contrato.
Eu não sabia, mas Steven já tinha processado sua mãe.  Sem contato com ela desde 2007, em idos de 2009, com seus novos representantes, ele tinha se desvencilhado de contratos de livros que Deanna tinha assinado em nome dele – alegando que ela não tinha procuração para tal. Eu suspirei LONGAMENTE de alívio! Eu fiquei sabendo que Larry Spagnola tinha acertado um “baita acordo” com [a editora Americana] Harper Collins que eles ainda queriam, agora sem o envolvimento da mãe ou outra história no meio.

O “acordo” de 2009 enviado por email para mim era quase idêntico ao de 2007, com o acréscimo de uma cláusula aberta de “dedução de despesas” [retiradas do cálculo estipulado dos meus 10%]. Bravo, eu liguei para Steven e disse “Não deixe que eles me fodam!” ele disse que “nunca deixaria isso acontecer”, e ficou chocado ao saber que meu nome não estaria no livro, “Nem haveria um livro sem você”” ele gritou. Ele me disse para “ir em frente e fazer seu próprio contrato”. Essa foi a última vez que eu falei com ele. O número dele foi mudado rapidamente e nenhum de nossos amigos em comum retornava minhas ligações.
Usando o que eu tinha de dinheiro, eu contratei os serviços de um advogado especializado. Os advogados de Steven tentaram dizer a ela que tudo que eu tinha feito era transcrever entrevistas. Ela tinha o manuscrito original capitulado e disse isso a eles. Então eles tentaram dizer a ela que a escrita era de má qualidade, ela disse a elas que NÃO ERA! Ela fez algum progresso. Uma conversa chocante com o Sr. Spagnola revelou que ele mantinha um amargo senso de propriedade sobre meu trabalho, e estava estressado com a questão. Insanamente, minha advogada então estragou tudo ao acidentalmente encaminhar nossa correspondência privada na qual discutimos estratégia e minha própria falência financeira [limitando desse modo qualquer ameaça potencial de uma ação legal de minha parte].

Enquanto eu tinha a advogada sob rédeas curtas, a primeira prestação do pagamento foi feita na íntegra [ela argumentou que eles NÃO PODERIAM deduzir custos de despesas]. Depois de ela ter saído da jogada, apenas 4,5% da segunda prestação foi paga, e 0,5 % da terceira. Em meu esforço continuo para resolver o problema, eu esperei três meses por um advogado amigo da família que tinha prometido agir em minha defesa. Ele nunca o fez. Daí eu contratei os serviços de um advogado na promessa de pagamento mediante ganho da ação. Depois de seis meses, tudo que ele conseguiu foram os números das vendas. Nem preciso dizer, advogados são uma merda. Entretanto, todos advogados tinham concordado que o contrato de 2007 é inválido, primeiramente porque a assinatura de Steven foi falsificada, o que era reforçado posteriormente pelo fato de que Adler deduziu despesas enormes dos meus 10%, antes de recusar-se a me pagar qualquer coisa.

Portanto, eles estão usando meu trabalho SEM CONTRATO VÁLIDO. O livro foi lançado depois disso e eu não recebi nenhum centavo. O livro, enquanto isso, está bem na mesma forma do meu rascunho inicial [eu sempre planejei desenvolvê-lo um pouco mais], totalmente editado com algumas páginas extras acrescentadas. Meu nome é mudado para “Chuck” nas histórias que eu participei. A título de registro, muito da ‘sujeira’ grossa foi retirada.

Desde a frase no primeiro capítulo, “Vamos começar do começo, de modo que possamos ver como as coisas começaram a rolar até ficarem tão fudidas” [que eu peguei emprestada da narração de abertura de um filme de 1999, ‘Inocência Perdida’] até a frase de encerramento, “Vai custar um pouco mais do que isso pra saciar meu apetite!” [uma frase clichê que na me deixava envergonhado, na verdade], é tudo meu. Eu posso lhe dizer exatamente o que saiu das 20 horas de áudio que eu gravei com Steven, que fatos vieram de um livro existente, ou revista ou entrevista de TV –ou o que eu apenas inventei! No fim das contas, era minha meta pintar um retrato simpático do cara. Você vai notar que não há muito no livro sobre os anos de 2003 a 2009. Essas são as poucas e escassas páginas com as quais Larry contribuiu.

Eu sempre valorizei enormemente a amizade de Steven, e passamos por muito juntos. Mas ele permitiu que essa injustiça fosse praticada contra mim. Ele deixou que o pessoal dele me zoasse e me humilhasse. Ele é um traíra de primeira. Muitas pessoas têm declarado publicamente que ele não é uma boa pessoa. Eu sempre o defendi. Daí eu aprendi o quanto elas estavam certas. De fato, dado o naipe dos elementos suspeitos com os quais ele se relaciona. Eu fico pensando se eu devo temer por minha segurança depois que isso for publicado. Tem sido eu sozinho contra seu exército. Eles se juntaram contra mim e me trataram como merda para maximizar seus potenciais ganhos.
Tristemente, é Lawrence Spagnola quem riu por ultimo. Ele tem crédito por um livro Best-seller da lista do New York Times que ele não escreveu, e [como foi ele que arrumou o acordo com a Harper Collins] uma parcela leonina de lucros e um contrato forte para protegê-lo. Eu nunca vou cessar minha missão em expô-lo como ele é, um LADRÃO que ROUBOU meu trabalho e levou crédito por ele.


Lawrence Spagnola & Steven Adler
Eu fiz tudo que podia para resolver essa questão de maneira pacífica. Eu disse a eles que eu assinaria o contrato deles se eles simplesmente se livrassem da cláusula aberta de dedução de despesas. Eles se recusaram! Eu posso ter relutantemente jogado o jogo deles, aceitado o agradecimento especial – eu não queria confusão, ou arriscar minha amizade com Adler – mas eu não ia permitir que eles me explorassem ainda mais achando novas maneiras de me foder! Eles viram isso como uma OPORTUNIDADE. Eles apelaram para a sensibilidade atrapalhada de Steven fazendo afirmações exageradas e dimafatórias, dizendo que eu era “louco” e estava fazendo “exigências irracionais”. E ainda, eles sabiam que eu não tinha recursos para lutar contra isso, então eles me chutaram quando eu já estava no chão, e de novo e de novo pelos últimos dois anos. Recentemente, eu fui informado de que esse Best Seller do New York Times que foi relançado em formato brochura não recuperou seu gasto inicial e não haveria dinheiro nenhum vindo pra mim. Eu me enchi. Essa é minha última tentativa de esclarecer as coisas. Eu nunca quis ir a público com isso, mas Steven não parece ter se importado em jogar limpo, e eu não tenho escolha.  Eu contratei um novo advogado, um sujeito agressivo chamado Michael Lotta, e vamos levar isso aos tribunais.

Isso foi doloroso e estressante. Adler me roubou. As pessoas têm sorte se tiverem uma grande chance na vida, e essa foi a minha. Uma benção tem sido meu próprio projeto musical por paixão, o “Vintage Quixotic” [New Music for Old Hollywood], que, para minha satisfação, carrega mais talento do que Adler jamais terá com seu jeito descoordenado de tocar bateria.
- Brooke Ellis

Retirado de Lokaos Rock Show

Guns N' Roses: Bumblefoot envolvido em acidente de carro

Ao menos é o que se entende pelos twitters postados por ele hoje.
Obrigado @Toyota pelos seus funcionais cinto de segurança, air bags, e área deformável, que salvaram o meu crânio... http://twitpic.com/55fb9x
24 hrs lidando com aluguel de carros, com os caras do seguro, com o banco, com a polícia, enquanto os hematomas começam a aparecer....Imagem
Fonte: Whiplash

DJ Ashba: Porradaria com Axl, produzir o Crüe e muito mais

À primeira vista, o característico chapéu de couro, vestido da maneira mais rock possível, por cima de seu cabelo negro e estiloso, junto com o jeans, o couro e as correntes, poderia muito bem atrair olhares pela sala. Acrescente um par de tênis da marca Chuck’s [porque eles são confortáveis e elegantes], um grande senso de humor e você descobre que há muita humildade assim como paixão pela diversão que são inegáveis. Há muitas tatuagens: intrínsecas, detalhadas e coloridas costuradas juntas que conta muitas histórias de muitos anos de sua vida de aventuras. Ele é mais jovem de espírito do que muitas pessoas que viveram essa vida chegam sentindo-se nessa altura, isso é certo.
Mas por debaixo de todo o glamour de um ícone ascendente da guitarra hard rock, que agora está vendendo modelos Les Paul às centenas, está um homem com um sonho de compor e tocar solos assassinos de guitarra e fazer uma diferença no mundo. Ele é um dos performers mais dinâmicos, enérgicos e divertidos que você jamais verá no palco, e de todas as formas, um dos mais memoráveis.
Seja em uma arena com o GN’R ou no estúdio com Nikki Sixx e James Michael, o internacionalmente renomado e premiado guitarrista DJ Ashba leva seu trabalho muito a sério, mas ainda sabe se divertir, tudo isso enquanto é alvo de espectadores e ouvintes de todo o planeta.
Além de um recente contrato para lançar uma guitarra assinada por ele com a Gibson, ele tem uma linha de violões Ovation e muitas outras coisas a caminho. Tendo contribuído e composto com artistas do porte de Neil Diamond, Mötley Crüe, Drowning Pool, Run DMC, Mario Raven e Aimee Allen, DJ está quase sempre ocupado com algo imensamente criativo.
Ele compõe, produz, co-autora, co-produz e tudo isso enquanto mantém seu Ashbaland Studios e a Ashba Media Inc. [AMI]. Sua empresa de design, a AMI, ganhou os corações e mentes da rede de lojas de disco Virgin Megastores e ele é o único autor responsável pelo fabuloso visual de cada filial da VM. Nada mau para um garoto que se mudou para Los Angeles em uma van aos dezoito anos de idade.
Passamos algum tempo falando sobre o novo CD do Sixx A.M., This Is Gonna Hurt, como ele é atrelado ao livro [e como ele não é], produzir e gravar, e até mesmo sobre algumas memórias divertidas do Guns N’ Roses em suas turnês, assim como seu patrocínio da Gibson Les Paul.
Angela Villand: Como é sentar aí e me dizer como você se sente com seu disco entrando no TOP 10 dos EUA?
DJ Ashba: [rindo] É uma sensação boa, muito boa. Eu estou excitado, posso ter que chutar meu cachorro ou algo do tipo.
Angela: Você já ligou pra sua mãe?
DJ Ashba: Não, ainda não. Vou ligar, provavelmente – você sabe, minha mãe é só muito religiosa, então ela provavelmente vai dizer “Oh, bem, isso é ótimo querido”. Não vai ser uma grande coisa, provavelmente.
Angela: Há muita música boa sendo lançada esse ano em todos os gêneros da música; Rock, Hard Rock, Heavy Metal, Prog Metal, Death Metal, e por aí. Mas o Sixx: A.M. não se encaixa em nenhum gênero e é isso que eu gosto nele. Vocês têm aquela licença criativa para fazer o que diabos quiserem com a música de vocês… vocês podem escrever sobre qualquer coisa, vocês podem ir pra qualquer estilo que quiserem. 
DJ Ashba: Somos muito sortudos. Quero dizer, com o Sixx: A.M. o lance nunca foi sobre criar uma banda ou compor pra rádio. Então basicamente foi apenas um grande escape artístico para nós três como compositores e produtores pra dizer “Quer saber? Essa é uma grande oportunidade para sentar com dois de meus melhores amigos e criar música e sermos tão artísticos como quisermos”.
O fato de que as pessoas de fato gostam disso e que tenha acabado na rádio é tão somente um grande choque para todos nós três. Estamos coçando nossas cabeças, dizendo, “Porra, devíamos ter feito isso 10 anos atrás!” Mas eu acho que se você é fiel a si mesmo como artista, eu acho que não importa qual o resultado seja, se o disco nunca deu em nada, eu ainda ficaria muito orgulhoso dele.
Angela: Com o primeiro livro de Nikki, The Heroin Diaries, o CD ecoava o que líamos no livro. Uma sombra definitiva dos eventos, sentimentos, situações, etc. que tínhamos experimentado na história que Nikki escreveu. Agora, com esse livro é diferente, é artístico e dessa vez o disco do Sixx: A.M. não é uma trilha sonora de modo algum, mas é inspirado e muito relevante ao livro e também vice-versa. Diga-me, como a música no CD novo e o novo livro de Nikki Sixx são ligados?
DJ Ashba: Com a fotografia – eles meio que inspiraram um ao outro; você sabe que são algumas fotos que inspirarem certas canções, como ‘Lies of The Beautiful People’. Há certas canções que inspiraram Nikki a sair e arrumar uma sessão de fotos e registrar aquilo em torno de uma canção. Eu acho que nós só meio que usamos uma plataforma para inspirar a outra; foi uma coisa meio simbiótica.
Com o Heroin Diaries, obviamente, tentamos trazer os diários de Nikki para a realidade, musicalmente. Também estávamos procurando pelo som do Sixx: A.M. porque naquela altura, nós não sabíamos de fato o que seria o Sixx: A.M. e que som a banda teria. Estávamos apenas nos divertindo. Então eu acho que com esse disco, tivemos a oportunidade de dizer “OK, nós achamos o som para o Sixx A.M. e agora podemos focar mais nas canções e no conteúdo das letras e apenas cair de cabeça e tentar superar nossas expectativas, e realmente fazer um disco muito melhor sob esse aspecto.
Angela: Descreva esse CD em comparação com o primeiro disco do Sixx: A.M., para alguém que possa ter ouvido o primeiro e gostou, mas está apreensivo, curioso e sem noção sobre o novo CD. Como ele é diferente? Como ele é parecido?
DJ Ashba: Eu diria que há muitas diferenças nele. Como eu disse, nós realmente tentamos melhorar a composição, a produção, o conteúdo das letras e nos concentramos muito mais na mensagem do disco como um todo dessa vez. The Heroin Diaries mostrou o ‘animal’ em si, e eu estava fazendo umas orquestrações bem breves pra ele, como “Life After Death” e “Xmas in Hell” e “Intermission”. Com essa, começamos a escrever umas coisas meio ‘circenses’ e daí entramos em estúdio, e sentimos que já tínhamos feito aquilo. Dissemos “Quer saber, precisamos fazer algo diferente com isso”.
The Heroin Diaries merece ser o que foi, e é um disco especial. Eu me senti como estivéssemos barateando The Heroin Diaries se seguíssemos o mesmo estilo. Então eu disse “Sabe, vamos deixar The Heroin Diaries como está, é algo especial”. E nesse disco, todos decidimos nos concentrar mais nas canções e na composição. Agora nós sabemos que as rádios estão aceitando o Sixx: A.M. e que os fãs sacam qual é a da banda. Vamos mergulhar ainda mais de cabeça, vamos elevar a música apenas mais um pouco. Eu estou muito orgulhoso do disco; eu acho que ele tem uma das melhores execuções de guitarra que eu já fiz em minha vida e eu estou apenas muito orgulhoso dele.
'Ah Nikki, só um beijo, vai...não dá nada...'
Angela: Você tem alguma faixa favorita no disco, alguma que foi especificamente divertida de compor ou gravar? O que você gosta particularmente sobre as canções que se sobressaem pra você?
DJ Ashba: Eu amo “Goodbye My Friend”. Essa música é uma jornada musical, soa muito teatral e é muito divertida. O solo de guitarra foi realmente divertido de tocar e a mensagem como um todo é legal. Tem tantas mesmo assim: “Lies of the Beautiful People” é uma música tão divertida – os riffs nela são legais. “This Is Gonna Hurt” é outra onde os riffs são muito divertidos de se tocar. Você sabe, esse é o lance com cada uma dessas canções, eles são todas tão diferentes, mas nós realmente afundamos nossos corações e almas em cada faixa.
Eu acho que é por isso que é um disco que você pode ouvir, do começo até o fim, e não se aborrecer. É apenas um disco realmente muito coeso do começo ao fim. Isso é meio que raro, geralmente, porque as pessoas estão baixando singles, entende? O fato de que nós nos focamos em um disco como um todo e não nos preocupamos com “OK, aqui está o nosso single”. Eu acho que há muitas canções nesse disco que poderiam ser singles.
Angela: Você considera This Is Gonna Hurt um disco conceitual por natureza, então?
DJ Ashba: Já o chamaram de todo tipo de coisa; já chamaram de trilha sonora, o que eu estou dizendo a todo mundo, agora – não é uma trilha sonora. É definitivamente atrelado ao livro de fotografias numa maneira onde eles complementam um ao outro, mas eles podem falar por si próprios. A fotografia de Nikki é obviamente muito legal e perversa é um excelente livro pra se pegar e ver as fotos e tem muitas grandes histórias e ele se sustenta por si próprio. Daí eu acho que o disco, uma vez que estão chamando-o de trilha sonora, merece muito mais do que isso, porque é um conjunto muito bom de canções.
Angela: Você escreveu as músicas baseado na fotografia ou vice-versa?
DJ Ashba: Aconteceu das duas maneiras. Começamos originalmente escrevendo muito da música quando Nikki estava em turnê com o Mötley Crüe. Eu e James fomos até ele e nos sentávamos num quarto de hotel, e escrevemos muito to disco apenas sentados num quarto de hotel. Daí eu saí em turnê com o Guns N’ Roses e entre as folgas eu voltava e fazia o que tinha que fazer, Cada canção é diferente. Você sabe, o Sixx: A.M. nunca fez as coisas de acordo com convenções; é sempre o Nikki que talvez vá me ligar.
Eu me lembro dele um dia me ligar e dizer: “Cara, você tem alguma guitarra por perto?” Eu estava dirigindo na rodovia e tinha uma guitarra no bando de trás. Eu encostei e ele estava cantarolando uma melodia pra mim e eu estou lá sentado no acostamento da rodovia em meu carro com uma guitarra tentando tocar. Tem vezes que eu chamo Nikki e digo “Cara, onde você está?” ou “Saca só essa letra”, e ele está escrevendo tudo num guardanapo na Coffe Bean.
Nós não fazemos a coisa de maneira convencional; nós não apressamos as coisas, nós construímos baseados em inspiração. Você nunca sabe quando você vai estar inspirado, e conosco é tão aleatório. Podemos estar na Disneylândia e pensarmos “Ah meu deus, eu tive essa grande ideia pra uma música”, entende?
Angela: Vamos falar sobre suas contribuições para com a composição [11 faixas] do disco do Mötley Crüe, Saints of Los Angeles. Você também co-produziu o CD. O que ‘co-produzir’ significa, precisamente, especialmente nesse caso, onde há mais de uma pessoa com mais de um estúdio no meio da mistura? James tinha seu estúdio no Tennessee, você no Ashbaland e ambos foram usados, então me diga sobre a coordenação e os arranjos para um disco do Mötley.
DJ Ashba: Co-produzir apenas significa que você é um dos produtores e que há mais de um produtor no disco. Eu co-produzi o disco com James e Nikki. Nós fazemos tudo desde apertar o botão de gravar até timbrar o som dos amplificadores até marcar horários no estúdio. Nós estávamos administrando o Ashbaland Studios e tínhamos o estúdio do James junto.
Entre os dois estúdios diferentes, gravamos todas as guitarras e o baixo em meu estúdio e fomos até a casa de Tommy [Lee] para gravar as baterias. Daí voltamos e daí mixamos com os samples de bateria e tal; capturamos a performance dele ao vivo, e daí Vince fez todos os vocais no estúdio de James. Então estamos controlando dois estúdios ao mesmo tempo apenas para tocar o projeto mais rápido.
Mick Mars e Ashba
Angela: Você passou bastante tempo com o GN’R e Axl. Você voltou pra casa com alguma história hilária ou épica?
DJ Ashba: Ah, foram tantos momentos divertidos. Meu deus, eu estou tentando pensar, cara – com todo o caos que rolou, há muitas histórias boas.
Angela: Vocês pregavam peças um nos outros?
DJ Ashba: Com certeza, sim, pregamos. Eu lembro dessa vez quando eu e Axl entramos numa briga de bar. Nós sentamos o pau nesse cara [rindo]. Primeiro, ele entrou de bicão nessa festa depois do show que era só pra banda e pra equipe. Então tava esse cara grande, bêbado e chato. Ele entra e está dizendo pra todo mundo que ele é nosso empresário e nós ‘De que caralho ele está falando?’ Enfim, ele foi pedido a se retirar várias vezes e não saiu. Daí ele se virou uma hora e mandou um murro em um de nossos empresários. Eu vi isso e então o segurei pela garganta e o joguei contra a parede e disse, “Você precisa sair agora dessa porra!’
Eu o conduzi até a porta, e ele se virou e me mandou outro soco na cara, então eu comecei a cobrir ele. Axl o viu me bater e surtou e entrou no meio, então nós pisoteamos esse cara até ele virar bagaço, mas foi tudo em nome de boa diversão. Daí, o que foi engraçado sobre isso, é que três horas depois a gente termina a festa e subimos e o cara tá lá todo ensangüentado no lobby. Nós vamos até ele e ele pede desculpas por ter sido um cuzão e daí pergunta se ele pode tirar umas fotos conosco e conseguir uns autógrafos. Então estamos tirando fotos com o cara que a gente literalmente virou do avesso. Foi tudo muito bom, nós rimos de tudo no final, até ele riu. Ele disse “Sim, cara, foi tudo culpa minha. Eu estava sendo cuzão.” Foi uma daquelas coisas de onde surgiu um momento engraçado.

Angela: Conte-me sobre suas guitarras. Quantas você tem? Quantas vão na estrada com você? Há algo na divisão da Les Paul sendo preparado pra você?
DJ Ashba: Eu tenho mais de 100 guitarras e levo cerca de 17 Les Pauls comigo. Eu tenho minha própria linha personalizada na Ovation, que é o  Limited-Edition DJ Ashba Demented Guitar . Mas o legal é que eu acabei de receber uma ligação da Gibson e agora eles estão trabalhando em uma guitarra DJ Ashba Signature. Isso é realmente a realização de um sonho pra mim. É apenas uma grande honra que a Les Paul faça uma guitarra pra mim.
 Fonte: Angla Villand para o site Guitar International
Retirado de Lokaos Show